sexta-feira, 4 de junho de 2010

O preço da traição!

Hahaha, A-DO-RO!!! Se essa moda pega ...



"Faltando uma semana do jogo de abertura da Copa do Mundo, o principal assunto dos jornais sul-africanos não é o futebol, mas um escândalo de infidelidade envolvendo o presidente Jacob Zuma.

Em uma das ruas mais movimentadas de Soweto mora o guarda-costas acusado de ir para a cama com uma das mulheres do presidente da África do Sul, O guarda-costas se matou e a mulher, Nompumelelo Ntuli, foi expulsa de casa e também proibida de freqüentar joalherias e lojas caras de Joanesburgo. O preço da traição foi o confisco do cartão de crédito.

O escândalo de infidelidade domina os noticiários da África do Sul. Os principais jornais do país criticam a vingança do presidente Zuma e escrevem que ele não é exemplo de marido porque sempre foi infiel e, agora, simplesmente bebe do mesmo veneno.

Zuma é dono de uma grande família.Ele tem 20 filhos, já foi casado cinco vezes e, atualmente tem três esposas e uma namorada.

Ele já disse que também pretende levá-la ao altar. Zuma defende a poligamia como um costume, uma tradição do povo Zulu, de onde ele vem.

Para o presidente, ter muitas mulheres é um direito e um símbolo de poder. Mas a traição sofrida mostra que ele não anda com essa bola toda não.

Zuma nega que foi vítima de adultério. Ele deu ordens para que seus assessores fiquem mudos e calados.

Para disfarçar o constrangimento, o presidente levou a mulher acusada de infidelidade em viagem oficial à Índia. Ela está morando com os dois filhos na casa de uma amiga rica e ameaça contar detalhes da relação extraconjugal se, na volta da viagem, o marido não devolver o cartão de crédito sem limite de gasto."
(Jornal Nacional 04-06-2010)

Olhar para vida.


Ainda Quintana...


"Quando a luz estender a roupa nos telhados
E for todo o horizonte um frêmito de palmas
E junto ao leito fundo nossas duas almas
Chamarem nossos corpos nus, entrelaçados,

Seremos, na manhã, duas máscaras calmas
E felizes, de garndes olhos claros e rasgados...
Depois, volvendo ao sol as nossas quatro palmas,
Encheremos o céu de voos encantados!...

E as rosas da Cidade inda serão mais rosas,
Serão todos felizes, sem saber por quê...
Até os cegos, os entrevadinhos... E

Vestidos, contra o azul, de tons vibrantes e violentos,
Nós improvisaremos danças espantosas
Sobre os telhados altos, entre o fumo e os cataventos!
(A rua dos cataventos)


"A rua do diáfano e sagrado espaço que Quintana criou na poesia brasileira, como Manuel Bandeira criou a sua Pasárgada, a utopia, sem a qual não vivemos. Por ser a forma de tramar o mundo justo e humano. Se não pela realidade, às vezes tão surrada, ao menos pela vasta e prazerosa imaginação. Porque engredamos a memória e a memória nos engreda. Até o que esquecimento nos esqueça. Falávamos das ânsias quintanianas de levitação, tão singular no talvez mais belo soneto desse espetacular livro. E funciona com espelho convexo, os dois quartetos de um lado e os dois tercetos de outro, como se o seu reflexo. O espelho de Lewis Carroll - uma face diante de outra: "Se você acreditar em mim, acreditarei em você. Negócio fechado?".E não é por acaso que seu futuro livro se chamaria Espelho Mágico (1951).
(Cadernos da Literatura Brasileira - Mário Quintana)

Olhar para meu Quintaninha.



"O que a vida quer da gente é coragem.

Satisfeitos da vida, só os medíocres."

(Quintana)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Olhar para hoje.


Ainda sobre o amor ou o inominado.


"A razão de amar é simples. Um e um são dois. Eu te amo + eu te quero = dou um jeito de ficar contigo"Às vezes fica difícil conciliar gostar de alguém com nossas fases da vida. Os planos de viajar e estudar em Orlando, Marselha ou Dubai, a alta e quente temporada com toda sua curtição e ressaca, o rompimento de um namoro de dois anos, há quinze dias. Tudo desculpa contra o amor e sua impontualidade, que continuamente estorva caminhos e desvia rotas. Então deixa pra depois. O amor pode esperar, certo?

Certo para você que é daqueles que não aprenderam a acepção do amor. Penso, logo não sinto, não vivo, não amo. Em cartaz, o complexo de Romeu e Julieta. Sua afeição é pelas experiências plásticas, pelas projeções enganosas. Apaixona-se por estar apaixonado, por estar namorando, pela virtuose de amar. Mas no fundo não gosta de ninguém, desconhece que amar é dividir, aceitar, ceder, adorar e o mais importante: deixá-lo acontecer. O amor é maior que você, logo dá as cartas e a gente obedece prestando reverência subalterna. Amém. Do contrário, ele passa a vez aos mais interessados. Sai sem dizer que hora volta.

Seu objeto de amor, ou melhor suas conjunções favoritas são o "mas", o "porém", o "contudo". Feitas para acomodar palavras dentro de frases e desagrupar pessoas nas situações impostas pelo acaso ou destino, conforme crença. Eu gosto dela, mas ela ouve Rio Negro e Solimões a 50 decibéis. Eu amo ele, porém ele mora em Horizontina e eu em Porto Alegre. Sou apaixonado por ela, contudo tenho uma noiva legalzinha. Ora, ninguém ama alguém por gosto musical, divisas ou estado civil. São apenas balizas ou breves empecilhos. O "se" é uma boa e educada maneira de dizer a verdade. A pessoa simplesmente não está a fim de você.

Quem ama cuida, quem gosta quer estar perto, quem adora sabe que amor é verbo e não substantivo, é uma aventura diária carnal e emocional, não uma moldura bonita e pertinente a enfeitar as paredes da sua vida. Amor é manco de gramática, sendo quase tão certo quanto matemática, entretanto não aceitando resultados inexatos, com vírgula ou aposto. Todo pormenor a dividir duas pessoas deve levar nas costas qualquer nome. Amizade, capricho, tico-tico-no-fubá, quiproquó, pirraça, o que for. Menos amor.

A razão de amar é simples. Um e um são dois. Eu te amo + eu te quero = dou um jeito de ficar contigo, de andar do seu lado, de dividir tempo, cheiro, edredom, banheiro e melancia. A razão dos amantes não calcula-se no papel, na ponta do lápis. Sim no viver, sim no sentir. O amor existe no calor da iminência, do arredor, do tato e do contato. A frieza do resto, embora lembre um pouco amor, na real é qualquer bobagem.
(retirado do blog do Gabito - www.carascomoeu.com.br)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Olhar para minhas vovózinhas!


E me lembrei que hoje é o aniversário das minhas avós, das duas!
Tem coisa melhor que Vó?!
Doçura, lembranças, bolinho de chuva, cherinho de colo...
Viva minhas Vovózinhas!!

...


"Deixa-me!

Que tenho a ver com tuas naus perdidas?

Deixa-me sozinho com meus pássaros...

com meus caminhos...

com as minhas nuvens..."

Mário Quintana -na foto e na sabedoria.

Dica: Os pecados do meu pai.



Os Pecados do Meu Pai é a história de Pablo Escobar, o chefe do mais famoso cartel de drogas da Colômbia, contada por seu filho, que relata sua extraordinária infância. Com um poder inestimável, Escobar comandava o Cartel de Medellín e chegou a faturar 30 bilhões de doláres por ano com o tráfico.

Tinha seu próprio zoológico dentro de casa, com 200 animais, e recebia presentes inusitados - como manuscritos históricos do revolucionário Simon Bolívar, herói em boa parte da América Latina. Após a morte de seu pai em 1994, Juan Pablo trocou seu nome para Sebastián Santos Marroquim e mudou-se para a Argentina, temendo vingança por parte dos inimigos do pai.

O longa acompanha a história das duas principais vítimas de Escobar e como Juan tenta romper o ciclo de vingança e assassinatos através de uma busca de reconciliação com os filhos das vítimas de seu pai. O documentário é dirigido pelo cineasta argentino Nicolás Entel.

O tempo faz milagres...


Sinfonia Jurídica.


Beethoven e o Direito: Provocações Estéticas e Epistemológicas para uma Sinfonia Jurídica.

Enquanto escrevo essas palavras, estou ouvindo a nona sinfonia de Ludwig von Beethoven, na sua parte final - o quarto movimento. Esboço, há algum tempo, uma teoria estética semelhante à composição do referido maestro. Sempre quando trato de Epistemologia Jurídica com meus alunos, eu os levo à dimensão musical de Beethoven para compreenderem o significado da criação - especialmente no Direito. Confesso minha inconformidade com a Ciência, e em especial à Epistemologia Jurídica, pois mais de três seculos já se passaram e ainda não somos capazes de criar outros modos de realizar, cientificamente, argumentos que precisem passar continuamente pela coerência oferecida pela Razão Lógica. O Logos Demosntrativo, legado da Europa do Século XVIII, enraizou-se com força na cultura ocidental e, infelizmente, não conseguimos atingir o horizonte ou mesmo compreender a tragédia da vida humana, como nos demonstram as notas da nona sinfonia. A atividade da criação de um Direito pautado no significado estético, ou seja, na procura daquilo quese mostra como bom, que promove o bem e, portanto, integra as pessoas. A estética pode ser visualizada como essa composição proposta pela melodia da vida de todos os dias. Essa (nova) condição denota o caminho, a cartografia elaborada aos poucos para um tempo descrente de suas próprias utopias. Cada Bacharel em Direito, se relembrar seu juramento no dia de sua colação, verá o significado de sua vida pessoal na profissional e vice-versa. Não há outra possibilidade para que o Direito se crie senão por composição. Cada Pessoa, com seus valores e experiência, dialogará com outros, demonstrará sua percepção de mundo e, aos poucos, a composição será elaborada. Os acordes, mais graves ou agudos, indicam os passos pelos quais nossas almas trilharam. Na ausência do Outro, não há vida, musicalidade, disposição e compreensão do propósito existencial. Essa afirmação serve, também, ao Direito enquanto fenômeno normativo e científico. O Jurista e o Operador do Direito criam, diariamente, os significados do Direito. Entretanto, parece que algumas dessas citadas pessoas estão caminhando a passos exponencialmente tímidos para dialogarem consigos e compartilhar essa auto-reflexão com outros. Nessa condição, a estética das relações humanas, evidenciada, igualmente, pelo Direito sucumbe ao vazio de significações porque não há como ouvir essa melodia silenciosa. As notas, antes vivas, hoje são omissas. Deixaram de provocar o espanto às pessoas, deixando-as sob o véu da indiferença. A Sinfonia Jurídica não é capaz de provocar, de integrar, de compreender, de manifestar sua beleza, sua crítica, sua resistência contra os algozes da condição (dialogal) humana. Aos poucos, a musicalidade se recupera, contudo, a tarefa está longe de se encerrar. O Direito, se deseja trazer algo vivo para os Seres Humanos, precisa con-viver e des-cobrir a experiência que é Ser humano na vida de todos os dias. A postura científica olimpiana, os oráculos da verdade científica, aos poucos tem seu espírito erodido. A composição de Beethoven deixa claro os nossos ire e vires como andarilhos nos quais concebem a vida como tragédia e não um drama. Procuremos a beleza da essência humana, evidenciemos as utopias da esperança (Osvaldo Ferreira de Melo), as varidades de linguagens (Warat e Wittgenstein) e a bondade como grandeza Humana (Beethoven). A partir disso, o Direito flui como uma Sinfonia na qual propaga a paz entre as pessoas e revela sua procura pela presença do Outro. Não deixemos que a alma humana ensurdeça e deixe de apreciar a única possibilidade que a ergue e permite chegar na morada celeste promovida pela Razão e as Sensações. A musicalidade precisa estar presente ou a bela composição da multiplicidade de cada mundo interior não criará a unidade do bom para se promover o bem.
(extraído do blog A utopia do direito -http://sergioaquino.blogspot.com)

Novo livro do SC.


Para quem não acompanha o blog do Salo fica a dica.
Salo é o mestre dos mestres na Criminologia e seu livro é leitura obrigatória!




"Publicada a 3a edição, revista e ampliada, do Antimanual de Criminologia.

Na nova edição, além das alterações na "Apresentação", foram incluídos dois novos capítulos: "Criminologia Cultural e Pós-Modernidade: Aportes Iniciais e Perspectivas desde a Margem" e "Reprovabilidade e Segregação: as Rupturas provocadas pela Antipsiquiatria nas Ciências Criminais".

Texto da contracapa:
"Antimanual de Criminologia, diferentemente da simplificação da linguagem e dos problemas, como propõem os tradicionais manuais de direito penal, de direito processual penal e de criminologia, assume a complexidade das relações sociais na atualidade e a aporia das questões sem saída que a nervura da vida impõe de forma radical.
A hipótese que orienta o livro é a de que problemas complexos não podem ser tratados de outra forma senão complexamente.
A pasteurização realizada pelos manuais, ao invés de auxiliar a compreensão dos principais fenômenos sociais contemporâneos – sobretudo das violências e do papel das ciências criminais frente a esta realidade -, potencializa a crise, pois envolve o pesquisador (docente e discente) na trampa de ser possível de encontrar saídas e soluções pelos caminhos mais simples, mais didáticos.
Não por outra razão os pensamentos dogmático e criminológico não logram sair da crise que se instalou na década de oitenta, momento de ruptura que culminou no processo de desvelamento das reais funções desenvolvidas pelos sistemas punitivos."
(retirado do blog do Salo)

O respeito aos nossos fantasmas.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Doçura pura.


Meu olhar.


Tenho vivido dias de Alice e nem sei se caminho pelo País das Maravilhas.

Ora tenho 35 anos, com maturidade, bom senso, certeza dos passos (quase!), outras vezes sou apenas uma menina de 20 anos, com suas inseguranças, sonhos e em outros momentos sou apenas uma frágil garotinha querendo colo ou um doce para alegrar o meu dia.

Confundo, afasto, complico, espanto e muitos não me reconhecem.

Querem minha cabeça, querem razão no meu coração, chamam meus sonhos e desejos de alucinações, olham meus atos e gestos como impulsivos, me julgam, me interpretam.

Ah, são apenas palavras que voam ao vento. É apenas um coração!

Olhe, olhe bem dentro dos meus olhos, consegue ver? Ainda que eu esteja vestida de P, M ou G, meu olhar continua o mesmo.

É que viver dói...

Sabe, eu sou assim mesmo, coração na mão, alma entregue (de graça!), telhado de vidro de primeira, cara pronta para o tapa, corpo feito para cair e levantar, nada em banho-maria. Por que não sei ser metade, acho um desperdício, se eu posso ser inteira!

Amor III


Um mundo feito de coisas nunca ditas.
Disso era feito aquela relação.
Fazia muito estavam ali, deitados, em silêncio.
Não ousavam dar nome ao que sentiam, não tinha forma.
Feito apenas de sorrisos, poucas certezas, sons e encontro.
O que importa como isso se chama?

Haviam esperado algum tempo para abrir a porta daquele vasto mundo, que de tão grande só cabia os dois.
Havia muito para ser dito, por isso permaneciam em silêncio. O corpo de um sendo casa do corpo do outro.

Ela pensava, mas pensava bem baixinho para que ele não ouvisse.

De todas as coisas que você não sabe,
das coisas que sinto,
de tudo que penso, quando sinto nós dois.
Coisas boas, leves, tristes, coloridas que voam pela minha cabeça enquanto te olho. É bom te ter ao meu lado.

Ele, que intuia o olhar, pensava alto, mas nunca a ponto de ser ouvido

De tudo que penso enquanto te sinto.
De como gosto de circular tua cintura, na denuncia do laço que nego
Do gosto que tenho por te prender entre braços impedindo teu corpo de escapar.
Escapar deste encontro. Você que sorri, parecendo adivinhar. Tão preso que estou. É bom te ter ao meu lado.


Descobriam juntos em silêncio, que distantes o muito era nada, e de que o pouco, juntos, era o muito mais.

De que, para alguns basta apenas um quarto, uma cama quente e água,
porque amar da sede.

De tudo que pensavam, quando abriam a porta para este pequeno mundo intimo, em que só cabiam os dois, e que nunca diriam, é que era bom amar e que amar dava sentido, mesmo em silêncio.

(Colhido da Andréa Beheregaray, minha assassina predileta!)