quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Olhar conselheiro.


Bueno, vou seguir o conselho acima.
Hoje vou ao encontro de Quintana, na Praça  da Alfândega.
Quem sabe o poetinha resolve meus problemas!



terça-feira, 9 de novembro de 2010

Olhar de Saramago.



"Se olharmos as coisas de perto, na melhor das hipóteses chegaremos à conclusão de que as palavras tentam dizer o que pensámos ou sentimos, mas há motivos para suspeitar que, por muito que procurem, não chegarão nunca a enunciar essa essa coisa estranha, rara e misteriosa que é um sentimento."
(Saramago)

Olhar de cobiça.


Tenho tentado disfarçar...




Olhar para o novo livro de Davi Tangerino.


O queridíssimo Davi Tangerino enviou o pré-convite para o lançamento do seu livro:


"Dia 25 de novembro de 2010, a partir das 19 horas, haverá o lançamento de meu livro, intitulado "Criminologia", fruto da tese de doutorado. Nessa mesma ocasião, o Prof. Shecaira lançará a terceira edição de seu prestigiado Responsabilidade Penal da Pessoa Jurídica.

Tão logo tenha um convite eletrônico, encaminho a todos, servindo o presente apenas como "save the date".

O lançamento será na unidade da Livraria Martins Fontes na Avenida Paulista, n. 509 (há estacionamento conveniado na R. Manoel da Nóbrega, n. 95)."


Olhar para cegueira.


Novamente uma rebelião é destaque na imprensa.
Cabeças decepadas, reféns, tiros, tudo digno de um filme de terror.
Terror? 
Terror é o dia a dia de quem vive em algum presídio no nosso país.
Cadeias lotadas, celas sem o mínimo de condições de sobrevida, seres humanos amontoados, depositados como bichos e sem qualquer tipo de assistência.
Seres humanos que são 'lembrados' apenas quando agem como bichos.
Estou farta desse sensacionalismo!

Olhar para hoje.

(foto by Haroldo, meu querido Haroldo)

"Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar nossos mortos -
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra

Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio..."

(V. de Moraes)





Olhar (atrasado) do nosso halloween.


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Olhar 'correto'.


“Não sei fazer “jogo social” até saberia, mas não me interessa, tenho preguiça.”
(C.F.abreu)


...




"Senhor, fazei com que eu aceite

minha pobreza tal como sempre foi.


Que não sinta o que não tenho.

Não lamente o que podia ter

e se perdeu por caminhos errados

e nunca mais voltou.


Dai, Senhor, que minha humildade

seja como a chuva desejada

caindo mansa,

longa noite escura

numa terra sedenta

e num telhado velho.


Que eu possa agradecer a Vós,

minha cama estreita,

minhas coisinhas pobres,

minha casa de chão,

pedras e tábuas remontadas.

E ter sempre um feixe de lenha

debaixo do meu fogão de taipa,

e acender, eu mesma,

o fogo alegre da minha casa

na manhã de um novo dia que começa.”
(Cora Coralina - 1976)

sábado, 6 de novembro de 2010

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Olhar de saco (bem) cheio.

(Raulzito, ilustrando minha falta de saco - nos dois sentidos!)

"Se os fatos são contra mim, pior para os fatos."
(N. Rodrigues)



quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Olhar para insignificâncias.


A poesia está guardada nas palavras - é tudo que eu sei.

Meu fado é o de não saber quase tudo.

Sobre o nada eu tenho profundidades.

Não tenho conexões com a realidade.

Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.

Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias

(do mundo e as nossas).

Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.

Fiquei emocionado e chorei.

Sou fraco para elogios.

(M. de Barros)







quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Olhar...


Um dia a saudade deixará de respirar...
(C. Coralina)




c coralina

Olhar para hoje.




*"Se hoje o sol sair, eu te prometo o céu"*
(C.F.Abreu)






terça-feira, 2 de novembro de 2010

Olhar para o sexo caseiro.


Você mal abre a porta do flat e ela começa contar como foi o dia. Reclama dos filhos que têm ou ainda quer ter, da empregada, da falta de grana, da amiga que se casou com o homem dos sonhos, do excesso de trabalho, da máquina de lavar-louça que quebrou novamente... Esquenta o que sobrou do almoço, continua falando, coloca um pijama anticoncepcional, diz que está com dor de cabeça e pede pra você deixar o dinheiro no criado-mudo. 


segunda-feira, 1 de novembro de 2010