segunda-feira, 3 de maio de 2010

Etnografia do PCC.


Junto e Misturado:
Uma etnografia do PCC

de Karina Biondi

sábado, 15 de maio de 2010, das 15h30 às 18h30
Livraria Martins Fontes
Avenida Paulista, 509 - São Paulo

"As principais avenidas de São Paulo nunca estão desertas. Não posso enumerar os motivos que levam as pessoas a ganharem as ruas durante a madrugada, mas um deles conheço bem: é o dia de visita nas cadeias”

Com estas palavras, a antropóloga Karina Biondi inicia sua obra e conduz o leitor por um universo pouco conhecido, controverso e impossível de ser ignorado: o do Primeiro Comando da Capital, ou PCC, e sua história, modo de funcionamento, ética e organização política. Karina teve acesso às informações e descrições contidas neste livro como resultado de uma reunião de papéis tão rica quanto peculiar: o de antropóloga e o de esposa de detento – seu marido foi inocentado depois de seis anos de prisão, e durante esses seis anos ela o visitou semanalmente em diversas cadeias do estado de São Paulo, quando desenvolveu seu mestrado. Desta forma, por meio do relato de presos, da sua própria experiência entre os muros da prisão e dos instrumentos da etnografia, sustenta esta narrativa hábil e de forte rigor científico.

“As reflexões presentes nesse livro são fruto de experiências vivenciadas em várias unidades prisionais e também fora delas, reunidas, contudo, com vistas a conferir alguma inteligibilidade aos acontecimentos” , explica a antropóloga.

O livro, cuja produção contou com o apoio da FAPESP, faz parte da Coleção Antropologia Hoje, iniciativa resultante do entendimento entre o NAU – Núcleo de Antropologia Urbana da USP e a Editora Terceiro Nome com o propósito de divulgar ensaios, resultados de pesquisas, etnografias e propostas teórico-metodoló gicas da Antropologia voltados para a dinâmica cultural e processos sociais contemporâneos.

Olhar para Marcelo Mayora.


O mestrado no Sul foi conseqüência de uma paixão que surgiu das leituras de vários autores desta região.
Em Curitiba vi Salo de Carvalho pela primeira vez e confesso que fiquei assustada. Quem era aquele palestrante tão jovem? Que discurso era aquele?
Daí por diante mergulhei, como Alice, nas produções do Sul.
Quando cheguei aqui, no país das maravilhas, fiquei enlouquecida.
A PUC tem uma estrutura inigualável, a biblioteca é algo inexplicável.
Sentada “neste conto de fadas” vi os personagens dos livros tomarem forma, tudo muito louco.
Quando vejo Salo sentado ao meu lado no grupo de estudos é surreal.
E o melhor é ver realidade e fantasia se fundirem.
Paulo (entrehermes)escreveu em seu blog que podemos fantasiar as pessoas que ainda não conhecemos como bem quisermos e a grata surpresa foi que Salo é tudo que fantasiei: ele é o cara!
Ainda, da minha janela, pude ver Achutti passando e hoje, e é por isso que escrevo, me deparo com Marcelo Mayora.
Já me permito chamá-lo de Marcelinho mesmo sem nunca tê-lo visto.
Nesta quinta ele irá dialogar com nosso grupo de estudos e Salo nos enviou um texto para leitura.
Já havia lido várias coisas dele no ICA, mas nunca um artigo completo.
O texto de Marcelinho é impecável. Quebrando todos os protocolos: Afudê Marcelinho!
Muito, muito bom!!! "

Olhar para hoje.


"Segue o teu destino...


Regue as tuas plantas


Ama tuas rosas


O resto é sombra de árvores alheias"

(F. Pessoa)

domingo, 2 de maio de 2010

Olhar para dentro.


Fui assistir Alice no país das maravilhas e, apesar das críticas lidas, eu tinha certeza de que sairia dali completamente extasiada. Bingo!
Lembro-me da primeira vez em que vi Alice, em desenho animado. Eu deveria ter 9 anos e fiquei paralisada com a menina que crescia e diminuía, com o sorriso do gato...
Recentemente, com meus estudos sobre crianças vitimizadas, me deparei com Alice novamente. Fotos de Alice em poses sensuais, poemas guardados, insinuam que Lewis Carroll seria um pedófilo, mas isso não interessa aqui.
Bueno, o filme é literalmente um mergulho.
Há várias cenas com personagens, diálogos, simbolismos, muita coisa para ser pensada.
Jung e sua abordagem simbólica me vieram à cabeça, mas não tenho propriedade para falar de Jung.
Sei que algumas pessoas não conseguirão ver através da minha luneta, mas várias passagens me tocaram - ainda estou refletindo, digerindo, vivenciando Alice!
Nas primeiras cenas Alice foge de um monstro que, logo em seguida, tem o seu olho arrancado - a importância do olhar. Sem os olhos o monstro não poderá fazer mal algum. Em outra cena, Alice devolve "o olho" ao monstro - a importância da visão. Com os olhos devolvidos, o monstro têm a visão. Os olhares se cruzam - o olhar no olhar - e as diferenças transformam-se. Ver o invisível. O coração no coração.
Sonhos, expectativas, o tamanho do nosso EU no mundo.
Ficamos pequenos em muitas situações e grandes demais em outras.
As dúvidas, eternas, permeando nosso caminho, nos deixando inseguros.
Alice vê nos desenhos que ela é a única que pode vencer o dragão, mas não acredita. Teme, sofre, nega e todos ao seu redor começam a acreditar que ela não é a Alice verdadeira.
Das coisas impossíveis...
Nossas limitações, medos que imaginamos, que criamos e alimentamos.
No diálogo com a lagarta azul vemos Alice se descobrindo. No primeiro contato ela não sabe nem quem é ela mesma e ao final, vemos Alice sabendo seu lugar no mundo.
"Esta vida termina aqui!"- diz a lagarta, tecendo seu casulo.
A morte como reconstrução. Para nos encontrarmos é preciso tomar nossas decisões, caminhar, morrer lentamente, construir seu casulo, para pode renascer. Mudar de casa ou seremos lagartas para sempre.
A rainha branca nos resgata o feminino. O dragão da rainha vermelha, usando todo simbolismo do masculino, diz que o inimigo não é Alice e sim à espada. Espada que insistimos em carregar.
Ao final, voltamos para "as coisas impossíveis."
Tudo que sabotamos com nossa descrença, com nossos medos.
“Pensar em seis coisas impossíveis antes do café da manhã”. E Alice, com maestria, nos ensina que o impossível é possível quando acreditamos de verdade.
Pensar no café da manhã - dia por dia, um de cada vez e ir realizando, possibilitando que as coisas possíveis tornem-se possíveis. Devagar, ao seu tempo, sem medo, pressa, defesas.
Alice nos dá uma aula de compreensão, um mergulho para dentro de si. Assumirmos o tamanho ideal, nem mais e nem menos. O tamanho ideal do nosso EU.
Acreditarmos mais, temer menos, tecer o casulo, virar borboleta.
Seguir, sem respostas para todas as perguntas.
Afinal não é preciso saber por que um corvo se parece com uma escrivaninha.
Há perguntas que não têm repostas.
E você, mergulharia em si mesmo?

Olhar da alma.


"Eu queria trazer-te uns versos lindos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras seriam as mais simples do mundo..., que teria de fechar teus olhos para as ouvir..."(1)
...

"Não nos provoca riso o amor quando chega ao mais profundo de sua viagem, ao mais alto de seu vôo: no mais profundo, no mais alto, nos arranca gemidos e suspiros, vozes de dor, embora seja dor jubilosa, e pensando bem não há nada de estranho nisso, porque nascer é uma alegria que dói.
Pequena morte, chamam na França, a culminação do abraço, que ao quebrar-nos faz por juntar-nos, e perdendo-nos faz por nos encontrar e acabando conosco nos principia. Pequena morte, dizem; mas grande, muito grande haverá de ser, se ao nos matar nos nasce."
(Eduardo Galeano) (2)

Sem palavras...

"...as coisas tangíveis
tornam-se insensíveis à palma da mão.
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão" (3)

para sempre...

(1) Quintana
(2) extraído do blog milfacesdeluiza
(3) Drummond

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Eternidade...


"As únicas coisas eternas são as nuvens..."
(Quintana)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Olhar do coração.


Dia difícil de digerir, olhos rasos d'água, mas sem dramas.
Sempre soube que o caminho, que agora estou trilhando, seria repleto de pedras, buracos. Refleti sobre tudo antes de resolver iniciar minha caminhada. Preferi pensar nas flores, no cheiro da mata, nas borboletas.
Permito-me chorar, ir fundo, desconstruir, reconstruir e continuar caminhando.
Apesar de tudo, uma paz imensa tomou o meu ser.
Sentimento que ainda não entendo, mas deixo fluir.
Tudo confuso no exterior e calmo em meu interior. Talvez você não entenda, talvez eu mesma não entenda, mas estou em estado de graça.
Se os textos são complexos, se por vezes me sinto incapaz, se o dia anda curto, não importa tanto assim. Algo me diz que vai passar.
Entre tombos e tombos, aprendi que amanhã é outro dia.
Sempre, e sempre, algo de muito bom está a me esperar.
E é assim que tenho sido acolhida, que tenho ganhado pessoas queridas em minha vida, que tenho vivenciado minha vida na sua plenitude.
Ando todo coração...

Site correto para inscrição - Jornada em Curitiba.


Pessoal, fui fazer minha inscrição para a Jornada e observei que o site do evento foi divulgado errado.
O correto é: www.ppgd.ufpr.br

Mais Geraldo Prado.


Mais uma dica de blog: http://geraldoprado.blogspot.com
Bueno, na postagem de ontem dispensei os adjetivos para Geraldo, mas hoje resolvi listá-los.
Geraldo é antes de tudo um amigo querido, de sorriso fácil, fala doce, coração imenso. Professor de alma, caminha com seus alunos ao lado, ensinando, dividindo, auxiliando. Como Desembargador coloca em prática tudo que defende, doa a quem doer. Escritor de obras importantes e palestrante de primeira, Geraldo só têm um defeito: é Flamenguista. Nem tudo é perfeito!!rs
O blog tá muito bacana e vale dar uma passadinha por lá.

Luta AntiHomofobia.


Grande vitória do pensamento anti-homofóbico a decisão do STJ.

STJ mantém adoção de crianças por casal homossexual

A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferiu hoje uma decisão inovadora para o direito de família. Por unanimidade, os ministros negaram recurso do Ministério Público do Rio Grande do Sul e mantiveram a decisão que permitiu a adoção de duas crianças por um casal de mulheres.

Seguindo o voto do relator, ministro Luis Felipe Salomão, a Turma reafirmou um entendimento já consolidado pelo STJ: nos casos de adoção, deve prevalecer sempre o melhor interesse da criança. " Esse julgamento é muito importante para dar dignidade ao ser humano, para o casal e para as crianças", afirmou.

Uma das mulheres já havia adotado as duas crianças ainda bebês. Sua companheira, com quem vive desde 1998 e que ajuda no sustento e educação dos menores, queria adotá-los por ter melhor condição social e financeira, o que daria mais garantias e benefícios às crianças, como plano de saúde e pensão em caso de separação ou falecimento. A adoção foi deferida em primeira e segunda instâncias.

O tribunal gaúcho, por unanimidade, reconheceu a entidade familiar formada por pessoas do mesmo sexo e a possibilidade de adoção para constituir família. A decisão apontou, ainda, que estudos não indicam qualquer inconveniência em que crianças sejam adotadas por casais homossexuais, importando mais a qualidade do vínculo e do afeto no meio familiar em que serão inseridas.

O Ministério Público gaúcho recorreu, alegando que a união homossexual é apenas sociedade de fato, e a adoção de crianças, nesse caso, violaria uma séria de dispositivos legais.

O ministro Luis Felipe Salomão ressaltou que o laudo da assistência social recomendou a adoção, assim como o parecer do Ministério Público Federal. Ele entendeu que os laços afetivos entre as crianças e as mulheres são incontroversos e que a maior preocupação delas é assegurar a melhor criação dos menores. Após elogiar a decisão do Tribunal do Rio Grande do Sul, relatada pelo desembargador Luiz Felipe Brasil Santos, o presidente da Quarta Turma, ministro João Otávio de Noronha, fez um esclarecimento: “Não estamos invadindo o espaço legislativo. Não estamos legislando. Toda construção do direito de família foi pretoriana. A lei sempre veio a posteriori”, afirmou o ministro.


(extraído do blog do Salo)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

As maravilhas de cada mundo.


"Tenho uma amiga chamada Azaléia, que simplesmente gosta de viver.
Viver sem adjetivos. É muito doente de corpo, mas seus risos são claros e constantes. Sua vida é difícil, mas é sua.
Um dia desses me disse que cada pessoa tinha em seu mundo sete maravilhas. Quais? Dependia da pessoa.
Ela então resolveu classificar as sete maravilhas de seu mundo.
Primeira: ter nascido. Ter nascido é um dom, existir, digo eu, é um milagre.
Segunda: seus cinco sentidos que incluem em forte dose o sexto. Com eles ela toca e sente e ouve e se comunica e tem prazer e experimenta a dor.
Terceira: sua capacidade de amar. Através dessa capacidade, menos comum do que se pensa, ela está sempre repleta de amor por alguns e por muitos, o que lhe alarga o peito.
Quarta: sua intuição. A intuição alcança-lhe o que o raciocínio não toca e que os sentidos não percebem.
Quinta: sua inteligência. Considera-se uma privilegiada por entender. Seu raciocínio é agudo e eficaz.
Sexta: a harmonia. Conseguiu-se através de seus esforços, e realmente ela é toda harmoniosa, em relação ao mundo em geral, e a seu próprio mundo.
Sétima: a morte. Ela crê, teosoficamente, que depois da morte a alma se encarna em outro corpo, e tudo começa de novo, com a alegria das sete maravilhas renovadas."
(C. Lispector)

caminhos...

"... - Gatinho de Cheshire - começou a dizer timidamente, sem ter certeza se ele gostaria de ser tratado assim, mas ele apenas abriu um pouco mais o sorriso.
"Ótimo, parece que gostou", pensou ela, e prosseguiu:
- Podia me dizer, por favor, qual é o caminho para sair daqui?
- Isso depende muito do lugar para onde você quer ir - disse o Gato.
- Não me importa muito onde... - disse Alice
- Nesse caso, não importa por onde você vá - disse o Gato.
- ... contanto que eu chegue a algum lugar - acrescentou Alice como explicação.
- É claro que isso acontecerá - disse o Gato - , desde que você ande durante algum tempo.
Isso Alice viu que era impossível negar. Tentou, pois, outra pergunta. - Que espécie de gente vive por aqui?
- Naquela direção - disse o Gato, apontando com a pata direita - mora um Chapeleiro. E naquela - acrescentou, levantando a outra pata - mora a Lebre de Março. Visite um ou o outro, tanto faz: ambos são loucos.
- Mas eu não quero me encontrar com gente louca - observou Alice.
- Você não pode evitar isso - replicou o Gato.
- Todos nós aqui somos loucos. Eu sou louco. Você é louca.
- Como sabe que eu sou louca? - indagou Alice.
- Deve ser - disse o Gato, - ou não teria vindo por aqui. (...)"

(Lewis Carroll, em As Aventuras De Alice No País Das Maravilhas)

Geraldo Prado.


Geraldo Prado dispensa apresentações!
No dia 06 de maio, na Livraria Travessa (Rua 7 de setembro, 54 - Rio de Janeiro), das 18:00-21:00, acontecerá o lançamento do livro em sua homenagem: "Temas para uma perspectiva crítica do direito: homenagem ao Professor Geraldo Prado".
Com textos de autores brasileiros, argentinos, norte-americanos, portugueses e venezuelanos
Uma homenagem mais do que merecida aos cinquenta anos de vida, vinte e cinco dos quais dedicados à carreira pública, do Professor e Desembargador Geraldo Prado.

Parabéns querido!

Olhar para o (a)mor...


Te mo
Te(a)mo

Um parêntese tão difícil de ser colocado do lado de dentro, sentido na sua plenitude, vivenciado sem reservas.

Amar...

(eu,você), o parêntese como reflexo, dentro e fora, imagem sobreposta, espelho – minha imagem refletida na sua.

Tarefa complexa.

Bastaria amar, sem parêntese, sem fusão.

Como ser um em dois corpos? Muito além da lei da Física, mal conseguimos lidar com nossos conflitos pessoais, nossos buracos , nossas angústias, como suportar dores outras?

Mas e os felizes para sempre?

Te mo o enfim sós.
Não ativar o crescimento, nos tornarmos amargos, ávidos, estéreis.

A vida, é para partilhar. Que o parêntese do (a)mor venha do acolhimento, do calor, da tranquilidade. Muito além do visível do espelho, para além das aparências.

“Era um homem, um homem comum, que um comum destino parecia controlar inteiramente.
Um dia sentiu um incômodo nos dois ombros, distensão muscular, má posição no trabalho...Foi piorando e resolveu olhar-se no espelho, de lado, inteiro e nu depois do banho: não havia dúvida, duas saliências oblíquas apareciam em sua pele abaixo dos ombros. Teve medo mas decidiu não comentar com ninguém.
Foi observando aquilo crescer e pensava:
Nem adianta ir ao médico, porque se for um tumor (ou dois) não tem remédio, é melhor morrer inteiro do que cortado.
Certa vez, quando se masturbava no banheiro, na hora do prazer sentiu que elas enfim se lançavam de suas costas, e viu-se enfeitado com elas, desdobradas como as asas de um cisne que apenas tivesse dormido e, acordando, se espojasse sobre as águas.
Ficou ali, nu diante do espelho, estarrecido.
Agora ele não era apenas um homem comum com contas a pagar, família, filhos, horários a cumprir: era um homem com um encantamento.
Eram asas muito práticas aquelas, porque desde que usasse camisa um pouco larga acomodavam-se maravilhosamente debaixo das roupas. Em certas noites, quando todos dormiam, ele saía para o terraço, tirava a roupa e varava os ares.
Sua mulher notou alguma coisa diferente no corpo de seu marido. Estava ficando curvado, tantas horas na mesa de trabalho. Nada mais que isso.
As coisas se complicaram quando, já habituado à sua nova condição, o homem-anjo olhou em torno e, sendo ainda apenas um homem com asas, sentiu-se muito só. E começou a pensar nisso. E olhou em torno e se apaixonou.
Na primeira noite com sua amante, esqueceu o problema, tirou a roupa toda, e quando começava a apalpar-lher as costas o par de asas se abriu, arqueou-se as pontas bem no alto por cima dele, na hora do supremo prazer.
Mas essa mulher/amante não se assustou, não se afastou. Apertou-se mais a ele e dizia: vem comigo, vem comigo...”
(L.Luft)

terça-feira, 27 de abril de 2010

Olhar para o dia de hoje...


"Que seja doce"
(C.F. Abreu)

Furtei da Déia...