sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Olhar de saco (bem) cheio.

(Raulzito, ilustrando minha falta de saco - nos dois sentidos!)

"Se os fatos são contra mim, pior para os fatos."
(N. Rodrigues)



quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Olhar para insignificâncias.


A poesia está guardada nas palavras - é tudo que eu sei.

Meu fado é o de não saber quase tudo.

Sobre o nada eu tenho profundidades.

Não tenho conexões com a realidade.

Poderoso para mim não é aquele que descobre ouro.

Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias

(do mundo e as nossas).

Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.

Fiquei emocionado e chorei.

Sou fraco para elogios.

(M. de Barros)







quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Olhar...


Um dia a saudade deixará de respirar...
(C. Coralina)




c coralina

Olhar para hoje.




*"Se hoje o sol sair, eu te prometo o céu"*
(C.F.Abreu)






terça-feira, 2 de novembro de 2010

Olhar para o sexo caseiro.


Você mal abre a porta do flat e ela começa contar como foi o dia. Reclama dos filhos que têm ou ainda quer ter, da empregada, da falta de grana, da amiga que se casou com o homem dos sonhos, do excesso de trabalho, da máquina de lavar-louça que quebrou novamente... Esquenta o que sobrou do almoço, continua falando, coloca um pijama anticoncepcional, diz que está com dor de cabeça e pede pra você deixar o dinheiro no criado-mudo. 


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

domingo, 31 de outubro de 2010

Porto Alegre e Criminologia.

(imagem do blog do Salo)


Estaria Porto Alegre (RS) se tornando a "capital brasileira da Criminologia"?

Creio que sim.

Não há dúvida que a força do eixo São Paulo - Rio de Janeiro na Criminologia é ainda muito grande. Todavia, observem a qualidade e quantidade de pesquisas, eventos, idéias novas que vem surgindo dos criminólogos de Porto Alegre (RS) nos últimos cinco anos.

Porto Alegre (RS) se firma hoje com uma das principais referências do país na Criminologia e, quem sabe, em breve, será a maior referência do Brasil pelo volume e qualidade da produção científica criminológica.
 
(retirado do blog do Lélio - novacriminologoa.blogspot.com)
 
 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Olhar...


Um café e um amor.
Quentes, por favor!
(CFA)


...



"Respirou fundo. Morangos, mangas maduras, monóxido de carbono, pólen, jasmins nas varandas dos subúrbios.
O vento jogou seus cabelos ruivos sobre a cara.
Sacudiu a cabeça para afastá-las e saiu andando lenta em busca de uma rua sem carros, de uma rua com árvores, uma rua em silêncio onde pudesse caminhar devagar e sozinha até em casa. Sem pensar em nada, sem nehuma armagura, nenhuma vaga saudade, rejeição, rancor ou melancolia. Nada por dentro e por fora além daquele quase-novembro, daquele sábado, daquele vento, daquele céu-azul, daquela não-dor, afinal."
(CFA)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Olhar de esperança.


(eu, aos 5 anos)


"Toda semente que jogava na terra, direto da boca, acreditava que germinaria.
Não botava os grãos no lixo. Cuspia os caroços ao longe da grama e da terra, jurando  que cresceriam naturalmente.
Tangerinas, maças, pêras, laranjas.
Arremessava com vigor e acompanhava com simpatia os movimentos da desova nos dias seguintes.
Se fosse assim, a casa da minha infância teria se transformado em bosque espesso e intransitável.
Criança confia na esperança minúscula mais do que nas esperanças maiúsculas. Ainda sou assim, afeiçoado ao engano como uma verdade. Sou fácil de ser passado para trás. E não sinto pena dessa minha crença absurda, dessa fé infantil, dessa ingenuidade inata.
(...)
Não sou do tipo que crê até que se prove o contrário. Creio em tudo, mesmo quando já se provou o contrário. Surge uma esperança vã e ela toma conta de meus papéis e dos clipes. Uma palavra alegre e já faço amizade. Um assobio e me denuncio virando o pescoço.
(...)
O pai de um amigo, advogado, uma vez por semana, abria e folheava os livros de sua biblioteca. ele me dizia: "Os livros pensam que estão sendo lidos e duram mais." Identifico-me com esses livros folheados.
Sem uma esperança, livro e homem acabam e cortam a costura da lombada por dentro. Facilitam o ingresso aos cupins e traças.
Pode me subtrair o amor, a paixão, o emprego, mas a esperança não. Minha esperança é intocável. Talvez tenha se fortalecido pela memória falha. Não sou rancoroso a ponto de planejar vinganças com esmero. Esqueço o que fiz de ruim comigo rapidamente. Tinha motivos se sobra para sermeu pior inimigo, porém me perdôo ao dormir.
Nenhum trauma é maior do que o cansaço. Acordo serelepe e pronto para me reconciliar com outras expectativas.
Nunca é tarde para o bosque nascer de meus dentes"
(Carpinejar - Canalha!)



quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Meu olhar



Fim do dia chegando.
Sensação de uma semana que já se foi.
Recolho-me.
Um cházinho de sumiço me faria bem hoje!
Tá servido(a)?


Olhar de mulher



Queria muito, muito, muito ir ao show do Paul.

Fiquei dias procurando ingresso e nada.

Achei!!!

Agora eu não quero ir mais.

Vai entender mulher...



segunda-feira, 25 de outubro de 2010

?


Me diz o que é o sossego.
Que eu te mostro alguém afim de te acompanhar.
(Los Hermanos)


Olhar da visão



“… Porque você não pode voltar atrás no que vê. Você pode se recusar a ver, o tempo que quiser: até o fim de sua maldita vida, você pode recusar, sem necessidade de rever seus mitos ou movimentar-se de seu lugarzinho confortável. Mas a partir do momento em que você vê, mesmo involuntariamente, você está perdido: as coisas não voltarão a ser mais as mesmas e você próprio já não será o mesmo.”
(C. F. Abreu)

domingo, 24 de outubro de 2010

Olhar para vizinhos II



Já ouviu falar que fundo do poço tem porão?

Pois é, ganhei vizinhos novos!!

Com a tecnologia da construção civil chamada de draw wall, minha família aumentou.

O quarto do vizinho é 'vizinho' da parede do meu quarto. Preciso falar mais?

O querido canta até as 2 hs quando está inspirado. Quando não está, ele batuca simulando uma bateria. O guri nasceu para a música, um talento perdido!!

Quando sua companheira está presente, ou ela solta gemidos altos e prolongados no ar, ensinando-me as leis da propagação das ondas sonoras , ou eles brigam até o amanhecer fazendo uso de um vocabulário inglês.

É, minha felicidade só aumenta.

Ai, que saudade da minha vizinha de cima!

Olhar para o poetinha