sábado, 22 de dezembro de 2012

Meu último olhar para 2012.



Com o passar dos anos, demoro para entrar no clima de Natal. Este ano demorei ainda mais. Enfeitar a casa na Páscoa, dia das mães, dos pais, Natal, são eventos esperados por todos aqui de casa. A alegria do pequeno Mauricio sempre me lembra a magia desses dias e, aos poucos, sou invadida por ela. Tomada por uma nostalgia inexplicável, choro baixinho, lembro do ano, das pessoas e me emociono no mais alto grau. Sinal de que a vida anda me adoçando. Não com adoçante ou stévia, mas com açúcar puro, tipo melado. Este ano, em especial, estamos vivendo dias de um milagre em nossas vidas e isso torna tudo ainda mais sublime. Preparar a noite, os presentes, as cartinhas. Contar com a ajuda das crianças que futuramente farão isso com seus filhos. Um ciclo bom, acolhedor, deixando todo esse consumismo de lado, a rapidez do tempo, a liquidez dos dias e vivendo vagarosamente tudo que envolve essa data. Vamos colocando em cada lembrança um pensamento de amor, em cada saudade um acolhimento de amor, em cada ato um pouco  de amor e mais amor. Uma forma de agradecer por aquelas pessoas que passaram ou estão em nossas vidas, agradecer o universo por todo o ano, por todos os risos e choros, por tudo que nos circunda. Um Natal feliz e um novo ano de muito amor.   

domingo, 16 de dezembro de 2012

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Meu olhar.


Acredite, ela vê coisas que você não acreditaria. 
E ela acredita, acredite.
Ela é feita de sonhos,
 um gênio de Diabo, 
um coração de moça 
e um olhar de amor, sempre.

sábado, 8 de dezembro de 2012

sábado, 24 de novembro de 2012

Desolhar.


Fazia mais de um ano que Titina Benavídez não conseguia erguer as pálpebras.

No hospital acharam que podia ser um caso de miastenia, uma doença rara; mas os exames descartaram a suspeita. Também o oculista não encontrou nada.

Titina continuava dia e noite com as pálpebras caídas, trancada na chácara da família, nos arredores da cidade de Las Piedras.

Talvez os olhos tivessem perdido a vontade de continuar olhando. Não se sabe. O que sim se sabe é que o coração dessa jovem saudável perdeu a vontade de continuar batendo.

Foi no dia 31 de dezembro de 2000. Titina morreu enquanto morriam o ano, o século e o milênio, talvez cansados, como ela, de ver o que viam.  

Galeano


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Olhar para meus direitos.


Tão cansativa essa mania de ser impessoal no relacionamento, 

de ser controlado, de procurar terapia para conter a loucura.

Loucura é não poder exercer a loucura.

Carpinejar



domingo, 18 de novembro de 2012

Meu olhar.




Ela acreditava em anjos e, porque acreditava, eles existiam. 

C. Lispector



segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Olhar infinito.




Há sonhos que devem permanecer nas gavetas, nos cofres, 

trancados até o nosso fim.

E por isso passíveis de serem sonhados a vida inteira.


Hilda Hilst



domingo, 11 de novembro de 2012

Meu olhar.

(S. Dali)


As coisas muito claras me noturnam.

Manoel de Barros



quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Um olhar para Drummond.




Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.



** No meio do meu caminho tinha um poeta. Carlos Drummond de Andrade, o primeiro poeta da minha vida. No auge dos meus 11 anos me apaixonei por seus escritos. Um amor que dura até hoje. Parabéns, poetinha!



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Olhar para o horizonte.


(na Casa Mario Quintana)


O pintor Waldeny Elias atende à campainha de seu ateliê na Rua General Vitorino elá está Mario Quintana. Viera agradecer pelo presente, uma pintura de bolso, de 6 cm x 4 cm. Levava-a, contou com um sorriso português, "na algibeira do fato domingueiro". Retribuiu presenteando o velho amigo, a quem chamava de Pinta-Mundos, com o recém-lançado livro Do Caderno H.

Na dedicatória, justificou por que não havia aceito um quadro grande que o pintor lhe oferecera.

-Elias, me desculpe e acredite. Eu não tenho paredes. Só tenho horizontes... 




**Érica, ela vê horizontes...


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Lançamento de livro.


Lançamento do livro do meu querido amigo Paulo Ricardo Suliani. 

Orgulhosa de ti! 



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Olhar para o dia das crianças.



Um pouco dela ainda existe em mim...





 Estudiosa desde de pequena 
Repare na lista em minha mão!! haha eu já fazia listas...
Faço lista para tudo!!


Sorrindo com as delicadezas do viver

Sempre cercada de amores de quatro patas!


 
Meu sempre olhar... 

Praticamente uma sereia.


Os jardins continuam me encantando... 


Poesia pura: eu e meu avô na fazenda. 
Uma, das muitas saudades infinitas que me compõem.


Amor e mais amor, sempre


Como boa geminiana, sempre na dúvida entre dois!


Metade de mim é amor e a outra metade também.



* Só as crianças e os bem velhinhos
 conhecem a volúpia de viver dia a dia,
 hora a hora, e suas esperanças são breves.

Quintana






quinta-feira, 4 de outubro de 2012

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Meu olhar.

(G. Klimt)


Só eu, só eu amei o amor de meus enganos.  

E. Allan Poe

terça-feira, 2 de outubro de 2012