Com o passar dos anos, demoro para entrar no clima de Natal. Este ano demorei ainda mais. Enfeitar a casa na Páscoa, dia das mães, dos pais, Natal, são eventos esperados por todos aqui de casa. A alegria do pequeno Mauricio sempre me lembra a magia desses dias e, aos poucos, sou invadida por ela. Tomada por uma nostalgia inexplicável, choro baixinho, lembro do ano, das pessoas e me emociono no mais alto grau. Sinal de que a vida anda me adoçando. Não com adoçante ou stévia, mas com açúcar puro, tipo melado. Este ano, em especial, estamos vivendo dias de um milagre em nossas vidas e isso torna tudo ainda mais sublime. Preparar a noite, os presentes, as cartinhas. Contar com a ajuda das crianças que futuramente farão isso com seus filhos. Um ciclo bom, acolhedor, deixando todo esse consumismo de lado, a rapidez do tempo, a liquidez dos dias e vivendo vagarosamente tudo que envolve essa data. Vamos colocando em cada lembrança um pensamento de amor, em cada saudade um acolhimento de amor, em cada ato um pouco de amor e mais amor. Uma forma de agradecer por aquelas pessoas que passaram ou estão em nossas vidas, agradecer o universo por todo o ano, por todos os risos e choros, por tudo que nos circunda. Um Natal feliz e um novo ano de muito amor.
"O olhar é o personagem principal do mundo de Narciso, central no mito de Édipo e é ele que confere o aspecto cênico da fantasia constituída pelo quadro que cada sujeito pinta para colocar em sua janela do real." (Um olhar a mais - A. Quinet.) O meu olhar... É um prazer ter o seu olhar aqui!
sábado, 22 de dezembro de 2012
domingo, 16 de dezembro de 2012
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Meu olhar.
Acredite, ela vê coisas que você não acreditaria.
E ela acredita, acredite.
Ela é feita de sonhos,
um gênio de Diabo,
um coração de moça
e um olhar de amor, sempre.
sábado, 8 de dezembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
Desolhar.
Fazia mais de um ano que Titina Benavídez não conseguia erguer as pálpebras.
No hospital acharam que podia ser um caso de miastenia, uma doença rara; mas os exames descartaram a suspeita. Também o oculista não encontrou nada.
Titina continuava dia e noite com as pálpebras caídas, trancada na chácara da família, nos arredores da cidade de Las Piedras.
Talvez os olhos tivessem perdido a vontade de continuar olhando. Não se sabe. O que sim se sabe é que o coração dessa jovem saudável perdeu a vontade de continuar batendo.
Foi no dia 31 de dezembro de 2000. Titina morreu enquanto morriam o ano, o século e o milênio, talvez cansados, como ela, de ver o que viam.
Galeano
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Olhar para meus direitos.
Tão cansativa essa mania de ser impessoal no relacionamento,
de ser controlado, de procurar terapia para conter a loucura.
Loucura é não poder exercer a loucura.
Carpinejar
domingo, 18 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Olhar infinito.
Há sonhos que devem permanecer nas gavetas, nos cofres,
trancados até o nosso fim.
E por isso passíveis de serem sonhados a vida inteira.
Hilda Hilst
domingo, 11 de novembro de 2012
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Um olhar para Drummond.
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.
** No meio do meu caminho tinha um poeta. Carlos Drummond de Andrade, o primeiro poeta da minha vida. No auge dos meus 11 anos me apaixonei por seus escritos. Um amor que dura até hoje. Parabéns, poetinha!
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Olhar para o horizonte.
(na Casa Mario Quintana)
O pintor Waldeny Elias atende à campainha de seu ateliê na Rua General Vitorino elá está Mario Quintana. Viera agradecer pelo presente, uma pintura de bolso, de 6 cm x 4 cm. Levava-a, contou com um sorriso português, "na algibeira do fato domingueiro". Retribuiu presenteando o velho amigo, a quem chamava de Pinta-Mundos, com o recém-lançado livro Do Caderno H.
Na dedicatória, justificou por que não havia aceito um quadro grande que o pintor lhe oferecera.
-Elias, me desculpe e acredite. Eu não tenho paredes. Só tenho horizontes...
**Érica, ela vê horizontes...
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Olhar para o dia das crianças.
Um pouco dela ainda existe em mim...
Estudiosa desde de pequena
Repare na lista em minha mão!! haha eu já fazia listas...
Faço lista para tudo!!
Sorrindo com as delicadezas do viver
Sempre cercada de amores de quatro patas!
Meu sempre olhar...
Praticamente uma sereia.
Os jardins continuam me encantando...
Poesia pura: eu e meu avô na fazenda.
Uma, das muitas saudades infinitas que me compõem.
Amor e mais amor, sempre
Como boa geminiana, sempre na dúvida entre dois!
Metade de mim é amor e a outra metade também.
* Só as crianças e os bem velhinhos
conhecem a volúpia de viver dia a dia,
hora a hora, e suas esperanças são breves.
Quintana
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
terça-feira, 2 de outubro de 2012
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