Dá-lhe, dá-lhe Inter!!
"O olhar é o personagem principal do mundo de Narciso, central no mito de Édipo e é ele que confere o aspecto cênico da fantasia constituída pelo quadro que cada sujeito pinta para colocar em sua janela do real." (Um olhar a mais - A. Quinet.) O meu olhar... É um prazer ter o seu olhar aqui!
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Olhar para eternidade.
"Mulher de toda vida é aquela que estará sempre presente, de alguma forma, nas próximas."
(Carpinejar)
Olhar...
(T. Tomazeli)
"Todos os dias que depois vieram, eram tempo de doer.
Miguilim tinha sido arrancado de uma porção de coisas, e estava no mesmo lugar. Quando chegava o poder de chorar, era até bom - enquanto estava chorando, parecia que a alma toda se sacudia, misturando ao vivo todas as lembranças, as mais novas e as muito antigas. Mas, no mais das horas, ele estava cansado. Cansado e como que assustado. Sufocado. Ele não era ele mesmo.
Diante dele, as pessoas, as coisas, perdiam o peso de ser. Os lugares, o Mutúm - se esvaziavam, numa ligeireza, vagarosos. E Miguilim mesmo se achava diferente de todos. Ao vago, dava a mesma idéia de uma vez, em que, muito pequeno, tinha dormido de dia, fora de seu costume - quando acordou, sentiu o existir do mundo em hora estranha, e perguntou assustado:
- 'Uai, Mãe, hoje já é amanhã?!'"
(Manuelzão e Miguilim - Guimarães Rosa)
Olhar para o Nobel de literatura, Llosa.
Trechos do discurso na entrega do Nobel.
Aprendi a ler aos 5 anos. Foi a coisa mais importante da minha vida.
Quase 70 anos depois, lembro-me com nitidez como essa magia, transformar as palavras dos livros em imagens, enriqueceu a minha vida, quebrando as barreiras do tempo e do espaço.
(...)
A leitura convertia o sonho em vida e a vida em sonho e punha ao alcance do pedacinho de homem que eu era o universo da literatura.
(...) pude dedicar boa parte do meu tempo a essa paixão, vício e maravilha que é escrever, criar uma vida paralela onde nos refugiamos contra a adversidade, que torna natural o extraordinário e o extraordinário natural, que dissipa o caos, embeleza o feio, eterniza o instante e torna a morte um espetáculo passageiro.
(...)
Graças à literatura, às consciência que ela formou, aos desejos e anseios que inspirou, ao desencanto do real com que retornamos da viagem a uma bela fantasia, a civilização é agora menos cruel do que quando os contadores de contos começaram a humanizar a vida com suas fábulas. Seríamos piores do que somos sem os bons livros que lemos, mais conformistas, menos inquietos e insubmissos, e o espírito crítico, o motor do progresso, nem sequer existiria. A exemplo de escrever, ler é protestar contra as insuficiências da vida (...)
Sem as ficções seríamos menos conscientes da importância da liberdade para que a vida seja suportáveçl e do inferno em que ela se converte quando dominada por um tirano, uma ideologia ou uma religião. Quem duvida da literatura, além de nos levar ao sonho da beleza e da felicidade, nos alerta contra toda forma de opressão, pergunte por que todos os regimes empenhados em controlar a conduta dos cidadãos, do berço ao túmulo, a temem tanto a ponto de estabelecerem regras de censura para reprimi-la (...). Fazem isso por que sabem o risco que correm ao deixarem que a imaginação flua pelos livros (...). Queiram ou não, saibam disso ou não, os criadores de fábulas, ao inventar histórias, propagam a insatisfação, mostrando que o mundo é mal feito, que a vida da fantasia é mais rica que a rotina cotidiana. Essa constatação cria raízes na sensibilidade e na consciência, torna os cidadãos mais difícies de manipular (...). A boa literatura cria pontes entre pessoas diferentes, (...) nos une sobre as barreiras das línguas, crenças, usos, costumes e preconceitos que nos separam.
A literatura cria uma fraternidade dentro da diversidade humana e apaga as fronteiras que erguem entre os homens e mulheres a ignorância, as ideologias, as religiões, os idiomas e a estupidez (...)
(...)
Eu levo o Peru nas minhas entranhas, porque nele nasci, cresci, formei-me e vivi aquelas experiências da infância e da juventude que modelaram minha personalidade e que forjaram minha vocação; e porque lá amei, odiei, gozei, sofri e sonhei. O que nele acontece me afeta mais e me comove e irrita mais do que o que acontece em outros lugares. (...)
(...)
O Peru é Patrícia, a prima de narizinho arrebitado e caráter indomável com a qual tive a ventura de me casar há 45 anos, e que ainda suporta as minhas manias, neuroses e meus chiliques que ajudam a escrever.
(...)
É tão generosa que até quando acha que está me desafiando, faz o melhor dos elogios.
"Mário, você só serve é para escrever."
(O Estadão - 09/12/2010)
sábado, 11 de dezembro de 2010
Olhar para o amor incondicional.
Formatura do 3º colegial da Victória.
O meu coração ficou apertado...
*metade de mim é amor e a outra metade também*
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Olhar de passagem.
"As bolhas de sabão que esta criança se entretém a largar de uma palhinha são translucidamente uma filosofia de vida. Claras, inúteis, passageiras, amiga dos ohos, são aquilo que são... Algumas mal se veem no ar lúcido. São como brisa que passa... E que só sabemos que passa porque qualquer cousa se aligeira em nós..."
(Alberto Caeiro)
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
...
Odeio dois beijinhos, aperto de mão, tumulto, calor, gente burra e quem não sabe mentir direito.
(C. F. Abreu)
Não mude, sua vida agradece!
Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.
(Clarice)
Mulher é o bicho mais complicado que eu conheço.
Mal chega na vida de um homem e já quer marcar território. Mudar os móveis da casa, o estilo de roupa, mexe em tudo. Qualquer vestígio da falecida e ela está ela jogando tudo pelos ares.
Santa ignorância!!
Quando vamos aprender que no amor não há uma fusão total, que não é preciso gostar de tudo o que o outro gosta para ser feliz e o principal, que devemos respeitar o outro na sua totalidade - presente e passado(??????)
Talvez seja por isso que os relacionamentos durem tão pouco. Tentamos mudar o outro, tentamos nos mudar.
Ser o que o outro deseja! Mas ao longo da caminhada, quando nos damos conta do absurdo que é isso, já não sabemos quem somos.
Eis uma lição que quero deixar para os meus filhos: não se esqueçam de vocês.
O que é meu é meu. Minha essência, meu passado, minhas lembranças, minhas qualidades, meus defeitos, meu blog e seus devidos comentários, meus amigos e amigas, meus risos e choros, minha coleção de potes e tudo o que é meu.
Isso não significa que amo mais ou menos meu parceiro. Significa que sou um indivíduo, que tenho uma vida, algumas coisas que são somente minhas e quero respeito, por elas e por mim.
Isso não significa que amo mais ou menos meu parceiro. Significa que sou um indivíduo, que tenho uma vida, algumas coisas que são somente minhas e quero respeito, por elas e por mim.
Aceito melhorar aqui e ali, ceder em muitas coisas (afinal não existe amor sem doação), conhecer outros gostos e lugares, como até jiló se for preciso, mas não aceito não ser quem sou.
Vivo dizendo besteiras, brincando, abrançando e sempre digo:
- Sou assim sempre, com marido perto ou não.
Quantos amigos e amigas mudam totalmente com o parceiro do lado.
Eu sou esta aqui, quero e vou continuar sendo.
Aprendi desde muito cedo que ser outra para conquistar não tá com nada. Melhor me conhecer como sou e ver se leva ou não.
Eu não me levaria pra casa! Será? Sou complicada pra caramba, mas é diversão garantida ou seu dinheiro de volta ;)
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Olhar interdisciplinar para PF.
Diálogos de Passo Fundo I:
-Na minha cidade tem uma boate que eu não pago para entrar!
-Nossa, tu é amiga do dono? - pergunto eu.
-Sou.
-Puxa, que cara bacana.
- É que eu já fiquei com ele.
Pausa.
-E com o barman, com o porteiro, com o tiozinho do banheiro, com o flanelinha...
Morri!!!!!!!
E viva a interdisciplinariedade!!
**que saudade de você amada!!**
domingo, 5 de dezembro de 2010
Pedido para o bom velhinho.
Não me comportei durante o ano,
mas queria tanto ganhar um desses de Natal.
Pô hoho, quebra esse galho!!
Assinar:
Postagens (Atom)





