terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Olhar de coraçãoapertado.



Hoje pari a Victória novamente. Pude sentir as dores... Ela foi morar em São Paulo, começar sua vida. Momento de cortar o cordão. Entendi o significado "do parir um filho várias e várias vezes." 



domingo, 29 de janeiro de 2012

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Olhar para escrita.


Para que a gente escreve, se não é para juntar nossos pedacinhos? Desde que entramos na escola ou na igreja, a educação nos esquarteja: nos ensina a divorciar a alma do corpo e a razão do coração. Sábios doutores de Ética e Moral serão os pescadores das costas colombianas, que inventaram a palavra SENTIPENSADOR para definir a linguagem que diz a verdade.

Galeano

domingo, 22 de janeiro de 2012

Olhar...


Será que esquecer é a mesma coisa que ter perdido?
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Não existe nada mais real que um fantasma.

(do filme 'Como esquecer') 



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Olhar de avó II.



Pois é, virei avó novamente. Novamente pq já tenho o Tedy, o filho urso do Mauricio. Na semana passada chegou ao mundo o Gritinho. Lembram que o Mauricio havia achado um ovo? Agora imaginem o pq do nome. Gritinho pia dia e noite, noite e dia.
Os cachorros respeitam, Helena (a gata) tá adorando e esperando um momento de distração. Bupi, meu york, quebrou a patinha e Gritinho o adotou como mãe.
Os vizinhos escutaram o Gritinho e no bolão acertaram que a dona do piado era eu. Sim, Érica Jumanji, muito prazer!!  


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Meu olhar.




Tô me guardando pra quando o carnaval chegar...




segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Olhar para traição, por Pondé.



Francesca

O adultério é um pecado, principalmente quando há amor; talvez, somente quando há amor

Lia eu o livro do marxista Terry Eagleton, "O Debate sobre Deus" (ed. Nova Fronteira, 232 págs., R$ 39,90), recém-publicado entre nós, quando topei com sua crítica ao cineasta Clint Eastwood.
Eagleton é um bom pensador, mas ninguém é perfeito. Seu livro é muito bom e merece ser lido, mas o que ele diz sobre Eastwood é uma grande bobagem.
Bobagem, aliás, comumente repetida por gente de bem, mas contaminada pelo que há de pior nos maus hábitos da esquerda: falar mal de algo que não conhece.
Eastwood não é um cineasta machão (como supõem Eagleton e quase toda a esquerda, que nada entende de ser humano, porque pensa o tempo todo na bobagem de luta de classes e oprimido x opressor). Pelo contrário, talvez ele seja um dos artistas que melhor entendem o desespero humano (masculino ou feminino), assim como suas virtudes mais sagradas, como a coragem, o autossacrifício e a generosidade.
Recentemente, revi seu maravilhoso filme "As Pontes de Madison" (1995), um longa feito para as mulheres, como muitos dizem.
Provavelmente ele pegou muita mulher por conta desse filme. Mulheres comumente não resistem a homens que parecem entendê-las. Uma das coisas mais lindas na mulher é a sua capacidade de erotizar o intelecto masculino.
Concordo que "As Pontes de Madison" seja um filme sobre o desejo feminino atado à rotina esmagadora de um casamento sem amor, mas nem tanto. Ele vai muito além de um drama especificamente feminino.
Sua personagem feminina principal, Francesca, vivida por Meryl Streep, não representa apenas as mulheres entediadas de casamentos conservadores (apesar de que sim, também as representa), mas sim todos os homens e mulheres que abrem mão de suas vidas afetivas em nome da família sem reclamar.
Se é verdade que Gustave Flaubert (1821-80), autor do clássico "Madame Bovary" (1857), disse um dia a famosa frase "Emma Bovary sou eu" (referindo-se à personagem principal de seu romance como representante universal da infelicidade humana), acho que muitos homens poderiam dizer, parafraseando esse grande romancista francês do século 19, "Francesca sou eu".
É um erro comum pensarmos que as angústias femininas não são universais. Tal erro é comum principalmente nas feministas, que, na realidade, não entendem nada de mulher nem de homem. Essa tendência a achar que os fantasmas femininos são "coisa de mulher", assim como menstruação e menopausa, é comum mesmo em gente capaz.
Vejamos. No filme em questão, ao final, Francesca (casada e mãe de dois filhos) abre mão de ir embora com Kinkaid, fotógrafo da "National Geographic", vivido pelo próprio Eastwood, e que se tornará seu amante por alguns dias, mas de quem ela jamais se esquecerá (nem ele se esquecerá dela).
No marasmo de uma vida interiorana americana, Francesca vive por poucos dias o pecado do adultério. Não se faz de vítima, mas sabe que peca. Peço aos inteligentinhos que nada entendem do conceito de pecado que vão brincar no parque.
O adultério é um pecado, principalmente quando há amor envolvido; talvez, somente quando há amor envolvido. E pecado aqui significa a consciência de que você não é dono de si mesmo. Suas reações, pensamentos e esquemas rotineiros de enfrentamento da vida entram em colapso. E dói.
E mais: é pecado porque o adultério faz você ver que existe alguém dentro de você que é despertado do sono por outra pessoa que não aquela que divide honestamente e cotidianamente o dia a dia da sua vida.
Aquela pessoa que envelhece com você ao longo de uma vida de "pequenos detalhes" (como diz nossa heroína Francesca) que, ao serem somados, representam uma parceria de confiança, retribuição e generosidade. A grandeza da pecadora Francesca só pode ser medida contra seu sacrifício em nome dos filhos e do fiel e dedicado marido.
A alma de um pecador é a sua consciência de que faz algo contra alguém que não merece. A pior tragédia do adultério se dá quando o traído é inocente.
Ao contrário do que muitas mulheres casadas pensam, muitos homens sacrificam suas vidas afetivas em nome delas e dos filhos, em silêncio. A virtude é sempre discreta.

(L. Felipe Pondé. Folha, 09/01/2012)


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Olhares de Mauricio.



Olhares, por Mauricio Ferraz.

"eu ando pelo mundo
prestando atenção em
cores que eu não sei o nome..."













Olhar da diferença.


Viver a vida em vez de viver a própria vida é proibido.

Clarice Lispector

*Érica, ela corre seus riscos, 
paga o preço de todos eles...
ela vive sua própria vida.


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

domingo, 1 de janeiro de 2012

Meus desejos para você.


Te desejo uma fé enorme
em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo.
Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso.
Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impertinentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo que estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos pesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de ser feliz.
As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz - se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo,
 eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que 2012* seja doce. 

Trechos de Caio F. Abreu.