quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Um olhar para Drummond.




Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.



** No meio do meu caminho tinha um poeta. Carlos Drummond de Andrade, o primeiro poeta da minha vida. No auge dos meus 11 anos me apaixonei por seus escritos. Um amor que dura até hoje. Parabéns, poetinha!



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Olhar para o horizonte.


(na Casa Mario Quintana)


O pintor Waldeny Elias atende à campainha de seu ateliê na Rua General Vitorino elá está Mario Quintana. Viera agradecer pelo presente, uma pintura de bolso, de 6 cm x 4 cm. Levava-a, contou com um sorriso português, "na algibeira do fato domingueiro". Retribuiu presenteando o velho amigo, a quem chamava de Pinta-Mundos, com o recém-lançado livro Do Caderno H.

Na dedicatória, justificou por que não havia aceito um quadro grande que o pintor lhe oferecera.

-Elias, me desculpe e acredite. Eu não tenho paredes. Só tenho horizontes... 




**Érica, ela vê horizontes...


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Lançamento de livro.


Lançamento do livro do meu querido amigo Paulo Ricardo Suliani. 

Orgulhosa de ti! 



sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Olhar para o dia das crianças.



Um pouco dela ainda existe em mim...





 Estudiosa desde de pequena 
Repare na lista em minha mão!! haha eu já fazia listas...
Faço lista para tudo!!


Sorrindo com as delicadezas do viver

Sempre cercada de amores de quatro patas!


 
Meu sempre olhar... 

Praticamente uma sereia.


Os jardins continuam me encantando... 


Poesia pura: eu e meu avô na fazenda. 
Uma, das muitas saudades infinitas que me compõem.


Amor e mais amor, sempre


Como boa geminiana, sempre na dúvida entre dois!


Metade de mim é amor e a outra metade também.



* Só as crianças e os bem velhinhos
 conhecem a volúpia de viver dia a dia,
 hora a hora, e suas esperanças são breves.

Quintana






quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Meu olhar.

(G. Klimt)


Só eu, só eu amei o amor de meus enganos.  

E. Allan Poe