sexta-feira, 29 de outubro de 2010

...



"Respirou fundo. Morangos, mangas maduras, monóxido de carbono, pólen, jasmins nas varandas dos subúrbios.
O vento jogou seus cabelos ruivos sobre a cara.
Sacudiu a cabeça para afastá-las e saiu andando lenta em busca de uma rua sem carros, de uma rua com árvores, uma rua em silêncio onde pudesse caminhar devagar e sozinha até em casa. Sem pensar em nada, sem nehuma armagura, nenhuma vaga saudade, rejeição, rancor ou melancolia. Nada por dentro e por fora além daquele quase-novembro, daquele sábado, daquele vento, daquele céu-azul, daquela não-dor, afinal."
(CFA)

Nenhum comentário:

Postar um comentário